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Grávida Pode Fazer Drenagem?

Drenagem linfática em grávida

A gestação é um período todo especial na vida de uma mulher, em que ela passa a carregar e a cuidar de uma vida dentro do seu ventre.

Se antes as suas escolhas poderiam ser feitas apenas com base em suas necessidades, a partir do momento em que descobre que está esperando um bebê a futura mamãe precisa levar em consideração as necessidades dele na hora de decidir boa parte das coisas que faz, desde a hora em que se levanta até o momento em que vai dormir.

Isso inclui saber quais procedimentos médicos e/ou estéticos pode se submeter, para se certificar de que eles são seguros e não trazem riscos à saúde do bebê. Por exemplo, você sabe se uma mulher grávida pode fazer drenagem?

O que é a drenagem?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia apresenta a drenagem linfática como um procedimento manual ou mecânico, sempre usado como coadjuvante em tratamentos, que tem o objetivo de aumentar a velocidade e o volume da linfa – excesso de fluidos de tecidos e órgãos – a ser transportada pelos vasos e ductos linfáticos.

Segundo a organização, isso “tem influência direta no aumento da oxigenação dos tecidos, favorece a eliminação de toxinas e metabólitos, aumenta a absorção de nutrientes por meio do trato digestório, aumenta a quantidade de líquidos a ser eliminada e melhora as condições de absorção intestinal, dentre outras funções”.

A redução do edema (inchaço), a maior hidratação e nutrição celular, o aumento da rapidez na cicatrização de um ferimento e a reabsorção mais rápida de hematomas e equimoses (infiltração de sangue na malha dos tecidos) são outros benefícios atribuídos à drenagem linfática pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A instituição também afirma que a drenagem linfática mecânica pode ajudar no tratamento da celulite e da gordura localizada e no combate à retenção de líquidos.

E então, a grávida pode fazer drenagem?

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia, uma das indicações da drenagem linfática é para o edema (inchaço) no período gestacional. A técnica costuma ser recomendada a partir do terceiro mês da gravidez.

Uma pesquisa feita por cientistas brasileiros analisou a eficácia da drenagem linfática para diminuir o edema em mulheres grávidas e concluiu que a versão manual do procedimento ajudou a reduzir o tamanho das pernas das gestantes ao longo do dia.

O estudo foi conduzido em 15 mulheres grávidas, com idades entre 23 a 38 anos, que estavam no quinto ao oitavo mês de gestação e sofriam de edema em decorrência da gravidez. Mulheres em gestação de alto risco foram excluídas da pesquisa.

Durante o experimento, as mulheres foram avaliadas em dois dias: um, quando a drenagem linfática foi executada, e outro quando o procedimento não tinha sido feito.

Mas o resultado positivo do estudo não significa que a grávida não tenha que tomar cuidados na hora de procurar um tratamento de drenagem linfática e nem que toda grávida pode fazer drenagem.

Até porque, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a drenagem linfática está contraindicada para pessoas que sofrem com infecções agudas, flebites (inflamação de uma veia, que geralmente afeta os membros inferiores), tromboflebites (inflamação de uma veia como obstrução por um coágulo sanguíneo), câncer diagnosticado e em atividade, insuficiência cardíaca, hipotensão arterial (pressão baixa), hipertireoidismo não tratado, asma brônquica grave não tratada e febre.

Ou seja, a mulher que, além de estar grávida, sofre com qualquer uma das condições mencionadas acima, não pode fazer a drenagem linfática.

Além disso, as gestantes que têm hipertensão não controlada, insuficiência renal, trombose venosa profunda ou qualquer doença associada ao sistema linfático também não podem se submeter ao procedimento.

É necessário que a grávida tenho o aval do obstetra antes de fazer a drenagem. Portanto, se você é gestante, consulte o seu médico para saber se realmente pode e deve se submeter à técnica e peça a ele a indicação de um profissional qualificado para executar o tratamento com segurança.

É de suma importância fazer o procedimento com um profissional realmente qualificado, preferencialmente um fisioterapeuta, pois uma drenagem mal feita pode induzir o parto, se realizada a partir dos seis meses de gestação, ou favorecer o aborto, se feita até os três meses de gravidez.

A grávida deve ter muito cuidado com o tratamento; pois cerca de 10% das drenagens são realizadas da maneira correta. A área da barriga jamais deve ser massageada durante uma drenagem e o procedimento nunca deve ser realizado com força, porque isso pode ser perigoso para a gestante.

Outros cuidados com a drenagem linfática

Um alerta passado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia é que a drenagem linfática manual é uma técnica específica de massagem, que precisa ser realizada por profissionais habilitados.

A organização também ressalta que a drenagem linfática jamais pode provocar dor e eritema (congestão cutânea que dá lugar à vermelhidão na pele; parte externa das erupções) e que pressões excessivas podem lesar os capilares linfáticos que são muito frágeis.

Conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia, é necessário ter muita atenção porque diversas técnicas de massagem são utilizadas erroneamente e denominadas falsamente de drenagem linfática, mas podem causar prejuízos às pacientes.

Além disso, existem registros de complicações clínicas graves em decorrência do uso inapropriado e inadvertido de técnicas de massagens, completou a organização.

Referências Adicionais:

Você já imaginava que uma mulher grávida pode fazer drenagem, com algumas ressalvas? Conhece alguém que esteja esperando um bebê e faça drenagem? Comente abaixo!

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